"...Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte
ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus..."

Apocalipse 14:9-10


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Palestrante: Rodrigo Silva

Categorias: Palestra, Estudo Bíblico,

Por que Deus mandou matar inocentes?

Fonte: programa Evidências

Por que Deus mandou matar? Falar da imagem complacente de Jesus segurando um carneirinho ou abençoando crianças é fácil, ninguém se oporia a isso. Porém, essa não é a única imagem que a bíblia apresenta de Deus. Ela também o descreve como uma divindade a primeira vista sanguinária, déspota e que ordena genocídios sem a menor hesitação. Mesmo no ambiente cristão, parece que muitos religiosos fogem dessa imagem arbitrária de um Deus que mata e manda matar. Mas a bíblia está repleta de textos que descrevem Deus justamente assim, como um esqueleto no armário dos crentes. Por exemplo:

“Quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas” ( Deuteronômio 7:1,2)

E não foi um caso isolado, há outros textos também. O pior de todos os versos aparece em 1o Samuel 15:3

“Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”. (1 Samuel 15:3)

A pergunta que se faz é: como pode um Deus de amor agir assim? Em 1966 o pisicólogo Jord Tamarim fez uma pesquisa com 1066 crianças com idades variadas entre 8 e 14 anos. Depois de apresentar a história bíblica da destruição de Jericó, ele perguntou: -você acha que Josué e os Israelitas agiram corretamente? Dois terços da crianças disseram que sim. Mas quando Tamarim substituiu o nome de Josué pelo nome do terrível general Leen e o nome de Israel pelo nome do império chinês, apenas 7% das crianças acharam certa a atitude da China em destruir seus oponentes. Parece que quando quem pratica o massacre é Hitler ou os Utus de Ruanda, achamos que aquilo foi um condenado ato de genocídio, mas quando quem pratica são os israelitas, achamos que eles estão cumprindo a vontade de Deus. Talvez por isso muitos cristãos parecem ficar restritos as páginas do novo testamento.

Parece que o Deus descrito do Gêneses até Malaquias (o Deus do antigo testamento), é um sujeito que não dá vontade de conhecer. Como podemos responder a essa situação. Será que finalmente os céticos e os ateus tem agora em mãos um discurso que os religiosos não podem honestamente contestar?

Para responder é necessário entendermos a cultura no antigo oriente médio, quando o antigo testamento foi escrito. Isso é importante, pois a bíblia sagrada foi dada inicialmente a eles, em sua cultura, língua e costumes. Essas questões culturais não são simples assim. Pessoas leigas em antropologia e etimologia, tendem a julgar a cultura alheia com seus próprios códigos de valores. Nem sempre isso dá certo. Um exemplo: em nossa cultura atual, uma mulher de respeito, não mostra os seios em público, ainda mais se for uma mulher religiosa, mas no Zaire, África, algumas tribos valorizam mulheres que mostrem os seios. Missionários estrangeiros pediram que elas cobrissem os seios pelo menos nas horas do culto, mas não aceitaram por uma razão simples. Naquela etnia as mulheres mostravam seus seios fartos e caídos como honroso símbolo de maternidade e respeito. Em contrapartida as prostitutas eram privadas desse direito, por isso essas eram obrigadas a cobrirem os seios.


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